Transplante renal em criança: como funciona e quando é indicado?
27 de setembro de 2026
O transplante é considerado o melhor tratamento para a criança com doença renal crônica avançada, porque devolve a função do rim de forma mais completa que a diálise e permite crescimento e desenvolvimento melhores. Sempre que possível, o preparo começa antes da necessidade de diálise.
Quando entra na conversa
A avaliação começa bem antes do momento do transplante, ainda no acompanhamento da doença renal crônica. Quando é possível transplantar sem passar pela diálise, os resultados costumam ser melhores, e por isso o assunto é apresentado cedo, mesmo que a família ainda não esteja pronta para ele.
De onde vem o rim
Pode vir de doador falecido, por meio da fila única regulada pelo sistema nacional de transplantes, ou de doador vivo, em geral um familiar compatível. Cada caminho tem avaliação própria, e a equipe explica os dois.
O preparo inclui exames da criança e do possível doador, avaliação de compatibilidade, vacinação em dia, avaliação odontológica e tratamento de qualquer foco de infecção.
Depois do transplante
A criança passa a usar medicação para evitar a rejeição, de forma contínua, e o horário dessas doses é rigoroso. O acompanhamento é frequente no começo e vai espaçando com o tempo, mas não termina.
O rim transplantado tem uma duração, e é comum que ao longo da vida a pessoa precise de mais de um transplante. Saber disso desde o início ajuda a família a entender por que o cuidado com a medicação e com as consultas importa tanto.
A adolescência merece atenção especial, porque é a fase de maior risco de abandono da medicação, e a perda do enxerto por esse motivo é evitável.
Referência: SBP. Tratamento conservador da doença renal crônica. Outubro de 2020.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Cada criança precisa de avaliação individual.
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