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Dra. Ana Dahmer, nefrologia pediátrica
Doenças dos rins

Meu bebê ficou internado na UTI neonatal e teve alteração no rim. E agora?

Dra. Ana Dahmer Dra. Ana Dahmer Nefrologista pediátrica  •  CRM-MT 6409  •  RQE 3798 / 3799 Revisado em
27 de setembro de 2026
Resposta curta

Na maioria das vezes a função se recupera, e o bebê recebe alta bem. O que permanece é a indicação de acompanhamento, porque ter tido uma alteração renal no início da vida é um fator que aumenta o risco de problema renal no futuro, mesmo com os exames normalizados na alta.

Por que o rim sofre nessa fase

O rim do recém-nascido, e principalmente o do prematuro, ainda está amadurecendo e é mais sensível. Na internação, vários fatores podem se somar: infecção, oscilação da pressão, necessidade de medicações que sobrecarregam o rim, e procedimentos como o cateterismo umbilical.

É comum que a alteração seja passageira e se resolva com o tratamento do quadro principal. Isso é uma boa notícia e não elimina a necessidade de seguimento.

Por que continuar acompanhando

Um exame de sangue normal na alta mostra que a filtração voltou, não que o rim recuperou todas as unidades de filtragem que tinha. O que se perde nessa fase não se refaz, porque a formação dos rins termina perto do nascimento.

O acompanhamento serve para perceber cedo qualquer alteração de pressão, de urina ou de crescimento ao longo dos anos, quando ainda há muito o que fazer.

O que levar e o que guardar

  • o resumo de alta da unidade neonatal, completo
  • os exames de creatinina feitos durante a internação, com as datas
  • os ultrassons realizados, com laudo e imagens
  • a relação das medicações usadas
  • a idade gestacional e o peso de nascimento

Esses documentos costumam se perder com o tempo, e são justamente o que permite comparar daqui a alguns anos. Vale guardar uma cópia digital.

O que fazer agora

Guarde o resumo de alta e os exames da internação

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Referência: SBP. Lesão renal aguda (LRA) em Pediatria: vigilância, diagnóstico, prevenção e tratamento. Abril de 2023.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Cada criança precisa de avaliação individual.

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