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Dra. Ana Dahmer, nefrologia pediátrica
Para pediatras

Bebê com primeira infecção urinária febril: quais exames pedir antes de encaminhar?

Dra. Ana Dahmer Dra. Ana Dahmer Nefrologista pediátrica  •  CRM-MT 6409  •  RQE 3798 / 3799 Revisado em
27 de setembro de 2026
Em resumo

A ultrassonografia de rins e vias urinárias é a avaliação inicial nos menores de 2 anos com pielonefrite. Os demais exames, uretrocistografia miccional e cintilografia com DMSA, entram em situações específicas, e não de rotina. Não existe evidência que sustente um protocolo único de investigação.

A sequência proposta pela SBP

Após o tratamento da infecção, o primeiro exame é o ultrassom do trato urinário. Se vier normal e não houver recorrência, a investigação pode parar aí.

A uretrocistografia miccional deve ser considerada diante de evidência de acometimento do parênquima renal ou de infecção urinária recorrente. Se a criança já tem controle miccional, o passo anterior é investigar disfunção vesical e intestinal, que é causa funcional e muito mais frequente que a anatômica.

Confirmado o refluxo vesicoureteral, entram a uroterapia e o tratamento da constipação, com quimioprofilaxia conforme o caso e correção cirúrgica se a infecção persistir.

Por que não investigar todo mundo

Protocolos agressivos aumentam a sensibilidade diagnóstica, mas expõem lactentes a exames invasivos, radiação e ansiedade familiar, com benefício clínico discutível na maior parte dos casos. O prognóstico da infecção urinária é bom desde que o diagnóstico e o tratamento sejam precoces.

Dois pontos que mudam a conduta

  • a coleta por saco coletor tem taxa alta de contaminação. Resultado negativo é confiável e descarta; resultado positivo precisa de confirmação por cateterismo ou jato médio antes de iniciar antibiótico
  • uso de antibiótico nos 90 dias anteriores, em terapia ou profilaxia, aumenta a chance de resistência, com risco maior se o intervalo for inferior a 30 dias

O tempo de antibioticoterapia na infecção urinária febril é de 10 dias. Havendo resposta clínica e sensibilidade confirmada no antibiograma, não há necessidade de urocultura de controle.

Encaminhamento

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Referência: SBP, Departamento Científico de Nefrologia. Infecção urinária: diagnóstico, investigação e prevenção. Setembro de 2023.

Material dirigido a profissionais de saúde. Escrito e revisado pela Dra. Ana Dahmer, nefrologista pediátrica, CRM-MT 6409, RQE 3798 e 3799.

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