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Dra. Ana Dahmer, nefrologia pediátrica
Para pediatras

Quando encaminhar uma criança ao nefrologista pediátrico?

Dra. Ana Dahmer Dra. Ana Dahmer Nefrologista pediátrica  •  CRM-MT 6409  •  RQE 3798 / 3799 Revisado em
27 de setembro de 2026
Em resumo

O Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria lista nove situações em que o pediatra deve suspeitar de doença renal crônica e considerar o encaminhamento. Quanto mais cedo o encaminhamento acontece, maior a chance de reverter, retardar ou prevenir a progressão.

Os sinais de alerta

  • creatinina sérica acima do valor de referência para a idade, de preferência com a taxa de filtração glomerular calculada pela equação de Schwartz
  • ultrassonografia com malformação renal bilateral, obstétrica ou após o nascimento
  • história familiar de doença renal crônica
  • proteinúria persistente
  • histórico de lesão renal aguda
  • hipertensão arterial
  • atraso do crescimento sem fator identificável
  • noctúria, que pode sinalizar déficit de concentração urinária
  • anemia de difícil manejo, descartada a deficiência de ferro

A presença de um único item já justifica avaliação. Vários deles são achados de exames pedidos por outro motivo, e é comum passarem despercebidos porque o laboratório imprime a faixa de referência de adulto ao lado do resultado.

Além dos sinais de alerta

Na prática de consultório, quatro situações adicionais costumam se beneficiar da avaliação conjunta: infecção urinária febril no primeiro ano de vida, infecção urinária de repetição em qualquer idade, dilatação do trato urinário detectada no pré-natal, e enurese que não responde às medidas iniciais de uroterapia.

O encaminhamento não transfere o paciente. A criança continua com o pediatra, que segue acompanhando crescimento, vacinação e as demais demandas. A avaliação especializada entra para definir investigação, conduta e ritmo de seguimento.

O que ajuda no encaminhamento

  • peso e altura aferidos, com a data da medida
  • medidas de pressão arterial de dias diferentes, com o tamanho do manguito usado
  • exame de urina tipo 1 e urocultura, com a técnica de coleta informada
  • creatinina, ureia e eletrólitos, com a data da coleta
  • laudo e, se possível, imagens dos ultrassons, inclusive os do pré-natal
  • relação dos medicamentos em uso, contínuos e recentes

A comparação entre exames ao longo do tempo vale mais que qualquer resultado isolado. Vale enviar os antigos junto.

Encaminhamento

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Referência: SBP, Departamento Científico de Nefrologia. Doença Renal Crônica em Pediatria: Diagnóstico e Prevenção. Nº 4, maio de 2020.

Material dirigido a profissionais de saúde. Escrito e revisado pela Dra. Ana Dahmer, nefrologista pediátrica, CRM-MT 6409, RQE 3798 e 3799.

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