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Dra. Ana Dahmer, nefrologia pediátrica
Para pediatras

Hidronefrose vista no pré-natal: o que fazer na maternidade e nos primeiros meses?

Dra. Ana Dahmer Dra. Ana Dahmer Nefrologista pediátrica  •  CRM-MT 6409  •  RQE 3798 / 3799 Revisado em
27 de setembro de 2026
Em resumo

A dilatação do trato urinário é um dos achados mais comuns do ultrassom morfológico e, na maioria das vezes, é leve e transitória. A conduta depende do grau, da lateralidade, do acometimento ureteral e do volume de líquido amniótico, e o primeiro ultrassom pós-natal não deve ser feito cedo demais.

Por que não repetir o exame nos primeiros dias

Nas primeiras 48 a 72 horas de vida o recém-nascido está em depleção fisiológica de volume, o que reduz o débito urinário e pode subestimar ou mascarar a dilatação. Um ultrassom normal nesse período não descarta o achado do pré-natal.

A exceção são os casos de suspeita de obstrução baixa, rim único com dilatação importante, dilatação bilateral acentuada ou oligoâmnio, em que a avaliação precisa ser imediata, ainda na maternidade.

O que orienta a conduta

  • diâmetro ântero-posterior da pelve renal, medido e comparado entre exames
  • dilatação unilateral ou bilateral
  • presença de dilatação ureteral, que aumenta a suspeita de refluxo ou obstrução distal
  • aspecto do parênquima e diferenciação córtico-medular
  • volume de líquido amniótico nos exames gestacionais
  • evolução da medida ao longo da gestação

Guardar todos os laudos e imagens do pré-natal muda a qualidade da avaliação. A comparação seriada vale mais que qualquer exame isolado.

Pontos práticos

Dilatação leve, unilateral, com líquido amniótico normal e parênquima preservado tem alta probabilidade de resolução espontânea, e o acompanhamento é ultrassonográfico.

Diante de febre sem foco em lactente com esse antecedente, a hipótese de infecção urinária sobe muito, e a coleta de urina por método confiável não deve ser dispensada.

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Referência: SBP. Uropediatria, guia para pediatras. Maio de 2020.

Material dirigido a profissionais de saúde. Escrito e revisado pela Dra. Ana Dahmer, nefrologista pediátrica, CRM-MT 6409, RQE 3798 e 3799.

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