História familiar de doença renal: que rastreio fazer na criança sem sintoma?
27 de setembro de 2026
História familiar de doença renal crônica é um dos sinais de alerta listados pela SBP. Em criança assintomática, o rastreio é simples e de baixo custo: pressão arterial, exame de urina e função renal, com ultrassonografia conforme o tipo de doença na família.
Primeiro, caracterizar a doença familiar
O rastreio muda conforme o que existe na família. Doença renal policística, síndrome de Alport, nefropatia por IgA, malformações do trato urinário e refluxo vesicoureteral têm padrões de herança e idades de apresentação diferentes.
Vale perguntar quem foi acometido, com que idade, se houve necessidade de diálise ou transplante, se há surdez ou alteração ocular associada, e se algum parente fez estudo genético.
O rastreio inicial
- medida da pressão arterial com manguito adequado, em consultas diferentes
- exame de urina tipo 1, procurando hematúria e proteinúria
- relação proteína e creatinina em amostra isolada, se o exame de urina for alterado
- creatinina com cálculo da taxa de filtração glomerular pela equação de Schwartz
- curva de crescimento, com atenção a desaceleração
- ultrassonografia renal, indicada de forma mais clara quando há doença policística, malformação ou refluxo na família
Pontos práticos
Ausência de alteração no primeiro rastreio não encerra o assunto. Várias dessas doenças se manifestam ao longo da infância e da adolescência, e o acompanhamento periódico é o que tem valor.
Criança com história familiar relevante entra no grupo em que se evita anti-inflamatório e contraste sem necessidade, mesmo antes de qualquer alteração de exame.
Referência: SBP, Departamento Científico de Nefrologia. Doença Renal Crônica em Pediatria: Diagnóstico e Prevenção. Nº 4, maio de 2020.
Material dirigido a profissionais de saúde. Escrito e revisado pela Dra. Ana Dahmer, nefrologista pediátrica, CRM-MT 6409, RQE 3798 e 3799.
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